Ticker

6/recent/ticker-posts

Protestos contra Dilma coincidem com data do golpe militar AI-5.

A retomada das ruas pelos movimentos sociais de oposição ao governo Dilma Rousseff, sob a bandeira do impeachment, foi articulada às pressas para acontecer, amanhã, Hoje, 13 de dezembro.
A data da manifestação coincide com o 47º aniversário da edição do Ato Institucional número 5 (AI-5), decreto emitido pelo governo militar brasileiro que cassou direitos civis durante a ditadura. Uma "coincidência absolutamente infeliz", diz Kim Kataguiri, liderança do Movimento Brasil Livre (MBL).
As lideranças pró-impeachment foram pegas de surpresa pela decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no último dia 2, de aceitar o pedido de impedimento contra a petista.
Além de São Paulo, onde a manifestação está marcada para as 13h na avenida Paulista, estão previstos atos em 24 capitais e outras 46 cidades cidades do país.
Do poder de mobilização das ruas o Planalto pretende tirar a temperatura para definir se trabalha para acelerar ou retardar o rito do pedido de impeachment.
O núcleo mais próximo da presidente avalia contar com votos suficientes para arquivar o pedido de afastamento e quer um desfecho do processo antes de março, na expectativa de que as festas de fim de ano e as férias de verão esvaziem os movimentos de rua.
Caso os grupos anti-Dilma consigam levar para as ruas um número de manifestantes semelhante ao dos protestos do início do ano, quando milhares de pessoas participaram, a estratégia do governo muda, e o Planalto trabalhará para agilizar a tramitação do impeachment sob pena de as mobilizações crescerem ainda mais.
A oposição e o presidente da Câmara, porém, trabalham com o diagnóstico de que em março haverá uma deterioração do quadro econômico, o que impulsionaria nova onda de protestos.
Grupos a favor do governo, por sua vez, convocaram manifestações em defesa de Dilma para a próxima quarta-feira, dia 16.
Reactions

Postar um comentário

0 Comentários