A possibilidade de a vaga deixada em aberto pela saída do papa Bento
16, que anunciou sua renúncia nesta segunda-feira, ser ocupada por um
candidato vindo de fora da Europa existe, mas enfrenta forte resistência
da máquina administrativa da Igreja, na opinião é do vaticanista
americano Kevin Eckstrom.
Segundo ele, apesar de o Vaticano ter feito seguidos esforços de
internacionalização, nomeando nos últimos anos cardeais de vários países
emergentes, o sucessor do atual pontífice precisaria passar pelo aval
da Cúria Romana, dominada por europeus, o que reduziria as chances de um
potencial cardeal que não tenha nascido no continente ao posto, como
por exemplo um latino-americano ou um asiático.
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